Congresso de Doenças Infecciosas e Sida
BEM-VINDO

Coimbra veste-se de Gala para Vos receber, numa nova unidade hoteleira bordejando o Mondego, bem para os lados do Choupal.
É Coimbra no seu maior, de um passado de que se orgulha a um futuro cheio de projectos, que queremos partilhar com os nossos Convidados e Amigos.

Passado hoje bem vivo, cotejando uma data histórica que se comemora, o 5 de Outubro de há um século, na República que nasce trazendo direitos ao Povo Português, implementando a saúde, num conceito de cidadania, numa visão positivista na esteira do iluminismo.

Foram políticos-médicos e médicos-políticos muitos dos que abnegadamente se envolveram na Constituinte da Primeira República, redigindo e ditando as leis da dignidade.

Duas faculdades de Medicina, a de Lisboa e a do Porto vieram à luz criando, com a já centenária e renascida Faculdade de Coimbra, a Escola Médica Portuguesa do futuro, de que somos filhos e onde hoje nos revemos.

Um século da vida de indiscutíveis avanços, na dialéctica permanente com as novas/velhas doenças que tanto fustigaram o homem, durante esse período tão curto na visão evolutiva do Universo.

Relembro a gripe, “a pneumónica”, que destroçou a Europa já exausta pela Primeira Grande Guerra, gripe que, nas suas variantes, tem ciclicamente saltado para a ribalta de forma tantas vezes violenta, abalando as nossas defesas e libertando-nos agora “passageiramente” neste inicio de nova década.

Realço a tuberculose, por marcar persistentemente o nosso País, relegando-nos para um lugar bem deprimente no contexto da “Nova Europa”, neste conceito de re-emergência agravada na interface com a Sida , a epidemia paralela .

SIDA

que, em duas décadas e meia, foi possível, pelo esforço hercúleo da ciência, relegar para o conceito de” doença crónica”.

SIDA

que fustigou a Humanidade num anátema de ostracismo e que trouxe à superfície o que de mais hediondo o Homem transporta consigo, no mais recôndito do seu ser. A peste dos nossos dias em que os avanços técnico-científicos possibilitaram agora uma indiscutível maior esperança e qualidade de vida, factos bem positivos mas que dão espaço, nas duas ou três décadas de sobrevivência, a novas patologias, bem exemplificadas na co-infecção com a Hepatite C, patologia tão próxima da toxicodependência, que relegou para um plano secundário a cirrose alcoólica dos nossos antepassados ou a patologia dos efeitos secundários dos antiretrovíricos, de que se realça as dislipidemias e as lipodistrofias e contra as quais o Homem já luta com esperança renascida.

Um Século de avanços incomensuráveis, de que a descoberta da Penicilina é “o marco histórico”, na plenitude da conquista.

Por onde anda a febre tifóide dos doentes de olhos encovados e da língua saburrosa, em que indiscutivelmente as medidas sanitárias e o desenvolvimento social do País nos trouxe um contributo inestimável, em valor acrescentado.

Um Século em que nas estruturas da saúde se implementaram novas formas de organização, sobressaindo as equipas multidisciplinares num processo adaptativo às exigências crescentes do Homem doente.
Registe-se assim a criação do Serviço Nacional de Saúde que alcandorou o nosso País a um honroso 12º lugar no “ranking” das nações desenvolvidas e tome-se bem nota da importância de um processo de acompanhamento permanente que, não pondo em causa o essencial, permita uma flexibilidade para um mais ou menos estruturado, desburocratizado e humanizado Sistema Nacional de Saúde.

É a Infecciologia a reivindicar a sua posição de destaque nesta luta sempre desleal com os agentes infinitamente pequenos que continuamente desafiam o “todo poderoso” “Homo Sapiens”, infligindo-lhe “irracionais” taxas de morbilidade e mortalidade.

Esperamos por vós em Coimbra para dias de partilha de ciência e de momentos de amizade.
António Meliço-Silvestre
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